16/07/26 – 10:00 h AM

Partimos em direção ao continente, mais precisamente para Methoni. Pernada pequena, apenas 17 milhas. Lá iremos visitar o castelo medieval mais famoso dessa região e pernoitar. Barco e tripulação ok, nenhuma intercorrência, apenas a falta do vento e como sempre usando muito motor.

Castelo de Methoni

17/7/26 10:00 h AM

Saimos de Methoni, estamos indo no rumo ao porto de CALAMATA, lá vamos ficar numa marina do dia 18, sábado, até segunda-feira . À ideia é alugar um carro e sair para conhecer a cidade de Esparta e arredores.

Mas antes vamos ir conhecendo as ilhas no caminho e pernoitar em uma delas. Nosso checkin na marina previsto para 13h do sábado.

Agora, 11:15 AM, ancorados na ilha de SAPIENTZA, aparentemente uma reserva de caça. Aguas transparentes, de uma cor turquesa, fantástica.

Sapientza

O nome da ilha entrega a sua forte ligação com a Itália: Sapienza significa “sabedoria” em italiano. Durante a Idade Média, a República de Veneza dominava o comércio marítimo na região e utilizava a ilha como um ponto de ancoragem seguro para as suas frotas.

Hoje a ilha funciona como uma área de caça controlada pelo governo grego, servindo principalmente como uma medida de manejo ecológico para controlar a população de duas espécies introduzidas: o Íbex Kri-Kri (uma cabra selvagem nativa de Creta) e o Muflão (uma ovelha selvagem).

Além da história militar e comercial, a ilha é cercada por folclore local. Diz a lenda que as cavernas rochosas da costa serviam de esconderijo para o famoso pirata Manetas, que usava a ilha como base para saquear navios mercantes que passavam pelo Peloponeso.

Navegar ao redor de Sapientza sempre exigiu respeito. Devido às correntes e aos ventos traiçoeiros da região, as águas ao norte da ilha tornaram-se um verdadeiro cemitério arqueológico subaquático.

Hoje, mergulhadores e arqueólogos encontram vestígios impressionantes no fundo do mar, incluindo:

 O Naufrágio das Colunas: Os restos de um navio romano que transportava imensas colunas de granito vermelho (originalmente vindas de Cesareia, na Palestina). Elas repousam a apenas 10 metros de profundidade.  

 O Naufrágio dos Sarcófagos: Um navio do século III d.C. carregado de pesados sarcófagos de pedra esculpidos com relevos, que afundou intacto a cerca de 15 metros de profundidade.

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