Como previsto navegação muito tranquila, 75 milhas em 10 h. Já chegando fomos meio que interceptados pelo barco da marinha Italiana, mas tudo certo, não houve problema, nos acompanhou de perto, cumprimentei e seguiram em frente.
Aqui ficamos invernados de 2018/2019, e a primeira coisa que a turma aqui me perguntou foi onde estava a boneca (Nikita), kkkkk, não esqueceram dela.
Pier lotado de gente, restaurantes abertos, nem parece que estamos com a crise da Covid.
Já efetuei o nosso registro no aplicativo Sicília se cura, acredito que não teremos problemas. Dando tudo certo passo o proximo fim de semana em casa.
Amanhã começaremos a preparar o LaVie para ser invernado. Em maio de 2021 volto para buscá-lo e seguimos para Croácia.
Com coração partido, muita emoção e choro na garganta, nos despedimos de nossa tripulação. Enzo e Dedé partiram para o Brasil e nós rumamos para Licata na Sicilia. Muito triste ficar sem eles, ainda não consegui parar de chorar, kkkkk. Acho que foi uma experiência nova para Dedé, aguentou mais de 30 dias no LaVie e principalmente me aguentou!! Kkkkkk, sou muito chato, principalmente com a segurança, e as vezes me torno chato mesmo. Mas desculpas já foram pedidas!!! Espero que ele tenha gostado. Dedé é um cara maravilhoso para se conviver, obrigado meu amigo por ter convivido esse tempo comigo.
Ficar com Enzo tanto tempo a bordo foi delicioso, um bom amigo e parceiro, amo demais esse garoto.
Como previsto, tempo bom, vento fraco e de pôpa, ondas a favor. Seguimos motorando a 7,5 nós, 75 milhas a frente, deveremos chegar 8 h PM.
Agora rezar para dar tudo certo em nossa chegada e as autoridades Italianas não nos obrigue a entrar em quarentena por 15 dias.
Estamos de volta na Grand Habor Marina. Enzo e Dedé retornam amanhã para o Brasil e eu e Neo seguiremos para Licata na Itália. Barco sendo lavado e preparado para a travessia. Ficaremos na Marina Di Cala Del Sole, onde tentaremos reparar o estaio de proa, aqui em Malta não foi possivel.
Vamos preparar o barco para o inverno e partir assim que for possivel da Italia para o Brasil. Ainda dependemos de liberação das autoridades sanitárias da Itália para podermos embarcar. Previsão de chegada na Itália para sábado fim da tarde ou domingo, são apenas 60 milhas, mas precisamos esperar tempo favorável para não exigir muito do barco sem velas, o tempo bom entra de sábado para domingo ( dias 29 ou 30 ).
Hoje fomos visitar a Gruta Azul, um Local muito bonito na ilha principal de Malta. Passaremos o dia por aqui, e a noite iremos para um porto seguro e abrigado em Valleta.
Depois 2 noites na ilha de Gozo, chegamos na baía de Gadhira, local mais próximo de Valleta e abrigado do vento W que entrou forte ontem. Aqui a tripulação, Enzo e Dedé, partiram para visitar o aquarium de Malta e a Vila de Popeye, hoje um museu aberto ou um parque temático , locação do filme POPEYE de 1980.
A Vila de Popeye é o antigo Set de filmagem do filme rodado em 1980 que virou parque temático, com passeios de barco e restaurantes. A noite vamos chamar um uber e jantar por lá.
Mais cedo, por volta das 7:00 h AM, fomos visitar um dos lugares mais bonitos de Malta, Qala tad-Dwejra, mas o vento estava muito forte, com ondas enormes, tivemos que voltar.
Amanhã partiremos para a baia de Saint Julian’s. Passaremos a noite por lá para visitar o Cassino de Malta, Dedé diz que vai arriscar um dinheirinho no caça níquel, kkkkk.
O serviço de reparo no estaio de proa foi agendado para próxima quinta feira. O LaVie vai estacionar no estaleiro de Malta por 24h. Tudo dando certo terça ou quarta, parto para a Itália.
Hoje, no café da manhã, recebemos a visita de nossos amigos Rubão e Rita, casal brasileiro, donos do veleiro Doris. Passamos o dia juntos na Blue Lagoon fazendo churrasco. Eles já estão a 7 anos velejando por aqui e já começaram a retornar para o Brasil.
Para completar a alegria encontramos uma turma de jovens brasileiros capitaneados pela Carol, a qual dias antes tinhamos conhecidos em um restaurante local. Turma super legal, moram aqui em Malta. Se juntaram a nos no LaVie e a festa foi até o por do sol. Muito bom encontrar gente de nossa terra.
Contratamos um tour privado e partimos para conhecer a cidade por terra. Malta é uma das cidades mais bonitas e interessantes que conhecemos em nossa jornada. Muita história nesse local.
Malta vive do turismo, com uma população de 500K de habitantes recebe anualmente mais de 3.000.000 de turistas. Nesses tempos de pandemia sua economia está sofrendo muito, atualmente não esta recebendo nem 20% do fluxo normal de turistas, os navios de cruzeiro sumiram!
Para nós, de certa forma isso foi bom, estamos conhecendo a cidade na alta estação sem filas sem tumulto, como se fosse a Disney em Novembro.
Aqui, como na Europa, tudo muito caro. Marinas com preços absurdos, estamos pagando cerca de 250 euros por dia, e sem a infraestrutura adequada que estamos acostumados. Refeições saem em torno de 30 euros por pessoa, sem bebidas.
Fizemos um passeio a pé, no centro histórico, e de carro por toda a ilha. Tour privado custou 225 euros. Guia simpático, M CABS ,Sr. James , tel +35699939495.
Ponto alto da cidade é o mar, de uma beleza incomparável, possui várias praias cinematográficas.
Inclusive, MALTA, foi e ainda é locação de gravação de varios filmes conhecidos como Game of Trones, Gladiador, Conde de Monte Cristo, Tróia, Capitão Philips, Jurassic Park, esse último está sendo gravado nesse momento um novo episódio. Segue abaixo uma foto com a relação, mas tem mais!
Hoje começaremos a explorar a cidade pelo mar.
Recebi o orçamento para reparo do estaio de proa, ficou em 1500 euros e deve demorar cerca de 9 dias para ficar pronto, a demora é devido a uma peça que vem da Inglaterra, assim que ficar pronto partiremos para a Itália, previsão de chegada no Brasil continua sendo para 1 semana de Setembro.
Malta é um arquipélago situado na região central do Mediterrâneo, entre a Sicília e a costa do Norte da África. O país é conhecido por locais históricos relacionados a uma sucessão de governantes, entre eles os romanos, os mouros, a Ordem Soberana e Militar de Malta, os franceses e os britânicos. Malta conta com um grande número de fortalezas, templos megalíticos e o Hipogeu de Hal Saflieni, um complexo subterrâneo de corredores e câmaras funerárias que data aproximadamente de 4.000 a.C.
Malta está habitada desde cerca de 5 200 a.C., durante o Neolítico (Ġgantija, Mnajdra). Os primeiros achados arqueológicos datam aproximadamente de 3 800 a.C.. Existiu nas ilhas uma civilização pré-histórica significativa antes da chegada dos fenícios, que batizaram a ilha principal de Malat, o que significa refúgio seguro. Os agricultores neolíticos viveram sobretudo em cavernas e produziram uma cerâmica similar à encontrada na Sicília. Entre 2400 e 2 000 a.C., desenvolveu-se um elaborado culto aos mortos, possivelmente influenciado pelas culturas das ilhas Cíclades e de Micenas (idade do bronze). Essa cultura foi destruída por uma invasão, provavelmente vinda do sul da Itália.
Por volta do ano 1 000 a.C., as ilhas eram uma colônia fenícia. Em 736 a.C., foram ocupadas pelos gregos e posteriormente passaram a ser domínio dos cartagineses (400 a.C.) e depois dos romanos (218 a.C.), quando receberam o nome Melita. Segundo o livro dos Atos dos Apóstolos, no ano 60 da era cristã, São Paulonaufragou e chegou à costa maltesa, onde promoveu a conversão de seus habitantes. A partir desta data, os malteses aderiram ao Cristianismo e permanecem-lhe fiéis até hoje.
Com a divisão do Império Romano em 395, a zona leste da ilha foi cedida ao domínio do Império Bizantino, que a controlou até 870, quando foi conquistada pelos árabesmuçulmanos, que influenciaram seu idioma e cultura. Após a conquista árabe, foi convertida ao islamismo. A influência árabe pode ser encontrada na moderna língua maltesa, uma língua fortemente romantizada que originalmente deriva do árabe vernacular.
Em 1090, o condeRogério da Sicília conquistou Malta e submeteu-a às suas leis até ao século XVI. Foi nesta época que foi criada a nobreza maltesa. Esta ainda permanece hoje em dia, e há 32 títulos que ainda são usados, sendo o mais antigo: Barões de Djar il Bniet e Buqana. Após a conquista pelos normandos da Sicília, Malta voltou a ser cristã. Depois de ser anexada ao reino da Sicília, Malta foi recuperada por forças muçulmanas. Em 1245, Federico II de Hohenstaufen expulsou os árabes e em 1266 as ilhas, junto com a Sicília, passaram ao domínio de Carlos I de Anjou, que as cedeu em 1283 a Pedro III de Aragão.
Em 1798, Napoleão Bonaparte invadiu e tomou Malta. A Grã-Bretanha retomou seu controle em 1800, a partir da rendição do comandante francês, generalClaude-Henri Belgrand de Vaubois. Dentre os interventores que contribuíram para o domínio britânico destaca-se Sir Alexander Ball, que veio a se tornar o primeiro governador inglês de Malta.
Em 1814, como parte do Tratado de Paris, Malta tornou-se oficialmente parte do Império Britânico como colônia e passou a ser usada como porto de escala e quartel-general da frota até meados da década de 1930. Malta desempenhou um papel importante durante a Segunda Guerra Mundial devido à sua proximidade às linhas de navegação do Eixo e a coragem do seu povo, que resistiu ao assédio de alemães e italianos durante o cerco do arquipélago, levou à atribuição da George Cross, que hoje pode ser vista na bandeira do país.
O arquipélago passou a ser autonomamente governado em 1947. Em 1955, Dom Mintoff (Dominic Mintoff), líder do Partido Trabalhista de Malta (PTM), tornou-se no primeiro-ministro. Em 1956, o PTM propôs uma nova integração no Reino Unido, proposta que viria a ser aceite em referendo, mas com a oposição do Partido Conservador, liderado por Giorgio Borg Olivier. Em 1959, revogaram a autonomia, mas voltaram a restaurá-la em 1962. Em 21 de setembro de 1964, Malta tornou-se totalmente independente e converteu-se em membro das Nações Unidas. Nessa altura, tornou-se membro da Commonwealth e celebrou uma aliança com o Reino Unido de ajuda económica e militar. Segundo a constituição de 1964, Malta manteve como soberana a rainha Elizabeth II, e um governador-geral exercia a autoridade executiva em seu nome.
De 1964 a 1971, Malta foi governada pelo Partido Nacionalista. Adotou, em 13 de dezembro de 1974, o regime republicano dentro da Commonwealth, com o presidente como chefe de estado.
Embora Malta seja inteiramente independente desde 1964, os serviços britânicos permaneceram no país e mantiveram um controle total sobre os portos, aeroporto, correios, rádio e televisão. Em 1979, Malta rompeu a aliança com o Reino Unido e os britânicos evacuaram a sua base militar, pondo fim a 179 anos de presença na ilha. Isso aconteceu depois de o governo britânico se ter recusado a pagar uma renda mais elevada, o que era pretendido pelo governo maltês do tempo (trabalhista), para permitir que as forças britânicas permanecessem no país. O primeiro-ministro era, então, Dominic Mintoff. Pela primeira vez na sua história, Malta ficou nesse momento livre de bases militares estrangeiras. Este acontecimento é hoje celebrado como o Dia da Liberdade.
Em 1971, o Partido Trabalhista regressou ao Poder, mas com uma maioria reduzida sendo Dominic Mintoff o primeiro-ministro. Desenvolveu uma política de amizade com a China e com a Líbia. A década de 1970 caracterizou-se pelo enfraquecimento das relações com o Ocidente e pela aproximação com os regimes comunistas. Em 1984, Mintoff retirou-se e foi substituído por Mifsud Bonnici, novo líder do seu partido. A política de aproximação com os regimes comunistas sofreu mudança substancial em 1985, com o estabelecimento de um acordo com a Comunidade Econômica Europeia.
Em 1987, o Partido Nacionalista, mais voltado para o Ocidente e com uma política de aproximação à União Europeia, venceu as eleições para a Câmara de Representantes, pondo fim a 16 anos de domínio do Partido Trabalhista. Edward Fenech Adami foi eleito primeiro-ministro. Em Dezembro de 1989, Malta foi o local escolhido para um encontro entre o presidente dos Estados Unidos, George H. W. Bush, e o presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachev. Em Outubro de 1990, o país solicitou formalmente a adesão à União Europeia. Nas eleições de 1992, os nacionalistas derrotaram novamente os seus opositores. A política governamental continuou a ser de liberalização, e foram realizadas diversas reformas de ordem económica, com vistas a tornar o país um membro da União Europeia. Divergências de fundo entre o Partido Nacionalista, no poder desde 1987, e o Partido Trabalhista quanto à adesão de Malta à União Europeia conduzem a eleições antecipadas em 1996, o Partido Trabalhista de Alfred Sant ganhou as eleições. Após entrar em funções o novo governo anuncia que Malta deixava de ser candidata à adesão. Em 1998 ocorrem novas eleições em que o Partido Nacionalista e o seu líder Edward Fenech Adami obtém uma grande vitória e retomam o caminho europeu, que culminaram com a entrada de Malta no dia 1 de maio de 2004 na União Europeia